Mensagem equivocadíssima

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Sabe quando você está lá, vivendo sua vida, ai vai conversar com uma pessoa sobre a vida, e a conversa flui e vc dá sua opinião, e a pessoa diz que você mudou. Vc diz: não, sempre pensei isso. Mas a pessoa insiste, aí vc se dá conta de que passou a mensagem errada todo esse tempo que passou com essa pessoa, que mostrou ser alguém que não é, que todo o drama e #mimimi falaram mais alto, que a pessoa acha que vc é fútil e mimizenta, e nunca conseguiu ver além dos dramas. Mas é tarde demais e vc nem faz questão de mudar a opinião dessa pessoa, pq é irrelevante. Aí tempos depois conversando com essa pessoa novamente ela te diz pra procurar uma música. E vc procura pq de nome acha que não conhece a música, até que vc ouve. E vc conhece a música, e é simplesmente um dos seus ritmos preferidos, a música inclusive é uma que vc adora, muito mesmo. E vc se dá conta mais uma vez que passou a mensagem mais errada do universo. E gente, é grave isso. Pq por algum motivo eu realmente acredito que as pessoas vão entender as sutilezas, vão entender que quando digo que gosto de funk as Valesca Popozuda tô falando que gosto por ser ruim, que não gosto de verdade, que não tenho um cd dela no meu itunes, e que nem baixaria, mas que acho lindo ver no tdud? e rir com o nível de baixaria, e que até acho legal essa postura dela fuck a sociedade cristã e seus bons princípios… Ou que quando digo que a-d-o-r-o BBB é pq o programa é bom de tão tosco, é divertido enquanto passa, mas que depois eu não vou saber o nome de cada participante, deleto eles da minha cabeça como deleto as coisas sem sentido da vida. Não digo que amo BBB e que acho bom como o faço com coisas realmente geniais, sei lá, como Melancholia. Sei que BBB não é Melancholia, mas acho importante gostar dos dois, sair desse pedestal pseudo-cult que nego criou e que só cria gente pedante e preconceituosa. Mas acho que sou muito ruim nisso de passar a mensagem correta, se falo algo cult nego me lê como pseudo-intelectual, se falo algo baixaria, nego me lê como a fútil que pinta as unhas de vermelho e discute sobre novela. No fim, foda-se, pelo menos eu sei quem sou eu de verdade, a miss limbo.