Se o mundo não acabar ou, Retrospectiva 2012

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Programei o post pra 21/12, se o mundo não acabar ele vai ao ar. E é um post de retrospectiva, pq se o mundo acabar, não terei tempo pós-21/12. Prevenção é tudo.

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Estou há um bom tempo pensando sobre esse post, tentando decidir se 2012 foi bom ou ruim, e a verdade é que foi um ano de altos e baixos. Muitos altos e baixos. Estive muito feliz em alguns momentos, e muito mal em outros. Tanto comigo mesma como com os outros. Foi um ano de grandes decepções e grandes conquistas. A maior delas, meu emprego. Trabalho em algo que realmente gosto, em algo que me sinto preparada, afinal, foram anos estudando pra isso, toda uma graduação. E paga razoavelmente bem. Posso viver sozinha. Não posso jantar num restaurante francês todo dia, mas posso comprar alcaparras pro frango se eu quiser, quando quiser. E esse foi o auge do sucesso desse ano. E uma conquista que eu queria há muito tempo. Estava surtando com os 25 e a falta de ter carteira assinada e não poder me aposentar direito, agora isso é passado. E isso foi muito bom. Mas perdi a Dubinha. E Deus sabe como sofri. Como doeu. Só quem me conhece bem de perto sabe, quem estava perto naquela época. O resto do mundo acha que é draminha meu, que tô fazendo charme, que nem gostava tanto assim. O problema das pessoas é me julgar pelo que não falo pra elas. Exemplo, quando contei pra umas pessoas elas: mas vc tem cachorro? Nem falava sobre… E cara, gente que eu via uma vez na vida, meses e meses sem ver, e quando eu via só queriam saber sobre quem eu estava pegando, quem eu peguei, e mais uma história bafônica das minhas saídas. Não era gente que realmente estava comigo. Quem estava comigo sabia. Como o Corinthians, outra grande felicidade desse ano. Não saio com camiseta, não vejo todos os jogos, não falo muito sobre, pq não acho que precise, mas amo, sabe? Amo. Hoje mesmo, na final do Mundial descobri que sou mais Corinthiana que Brasileira. Quantas vezes não torci contra a Seleção Brasileira por achar que eles não mereciam, que precisavam aprender uma lição, e etc. Agora Corinthians? Nunca torcerei contra, na verdade passo mal de tanto torcer a favor, se perde choro, se ganha, choro. É amor. Mas, mais uma vez, quem não me conhece bem não sabe, pq não fico mostrando tudo que existe dentro do meu coração. Por isso é injusto dizer que foi um ano ruim. IFB, Libertadores, Mundial, casa nova… Muitas coisas me alegrando. Mas foi cada decepção, sabe? Só que assim, por mais clichê que seja, decepção não mata, ensina a viver, e aprendi com cada uma. Aprendi quem é quem na minha vida, aprendi a ser mais reservada, aprendi a cortar laços com gente que só me faz mal, ou que me faz mais mal que bem, aprendi a abrir mão, aprendi que há mentira onde menos se espera, e que é melhor ficar atenta. Aprendi pra quem sou importante, e pra quem não sou tão, e quem é importante pra mim. Sabe quando você vive aquela coisa importante e olha ao redor e sabe que aquelas pessoas ali estão com você? Tive que sair de casa pra aprender o valor da família, a não desperdiçar tudo com uma disputa boba, como é melhor abrir mão, não comprar brigas… Aprendi muito. Muito sobre mim, e sei que cada decepção me fez mais forte, me prepara pra um 2013 que tem tudo pra ser fantástico. Aprendi a ser novamente o centro da minha vida e das minhas decisões, a não deixar ninguém ser maior que eu, pq ninguém merece esse posto além de mim. E 2013 é meu ano, ano do eu. Pode parecer egocêntrico e egoísta, mas é preciso. Às vezes é preciso certo egoísmo pra nos protegermos do mundo. Eu preciso.

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