Bitch, please

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~um desabafo que eu devia ter publicado há muito tempo atrás~ 

Não falo sobre tudo no blog. Pode até parecer bom senso, mas nem é, é preguiça. Sei que as pessoas vão ler, vão vir comentar, vai chegar até quem eu não quero, enfim, evito a fadiga. Mas aí as coisas voltam, pq a vida é esse imenso bumerangue e vc tá lá vivendo, acha que aquilo nem te afeta mais, até que vem nego te encher e vc: putz. Não falei quando saí da igreja (sim, já fui crente, e não, não me considero mais) por preguiça. Conversei com algumas pessoas e bastou. E Não escrevi tb pq as coisas foram se acertando muito aos poucos, eu saí muito de um dia para o outro e levei meses pra ver as coisas claramente. Resumindo, eu estava cansada, estava exausta, queria poder parar, deixar algumas coisas de lado, ir quando eu estivesse afim, participar o mínimo possível, só que não havia essa opção. Havia bem entre aspas, seria uma escolha, se eu escolhece isso seria ‘rebaixada’ (nem explico pq levaria tempo, mas já ouviu falar em g12? em célula? joga no google e imagine oq isso significa). E isso eu não queira pq seria humilhante. Me deram tempo pra pensar e seria assim: se eu fosse, seria um sim, eu ia continuar no matter what, mesmo cansada e fazendo tudo nas coxas. Se não fosse, bom, estaria escolhendo sair de vez. Não fui. Me ligaram: é isso mesmo? – Sim. – Então tá, tchau. – Tchau.
Eu não queria sair pra provar as coisas proibidas, pra surtar, porque me achava inteligente demais pra igreja ou coisas do tipo, só queria um tempo pra mim sabe? Imagine que eu trabalhava oito horas por dia, tinha aula a noite, dava aulas de espanhol sábado de manhã e tinha aulas de inglês sábado a tarde e domingo igreja de manhã e de tarde. Vivi alguns semestres assim. No começo é lindo, ah a dificuldade, ah vc vive a semana inteira por vc, Deus só quer um dia, e etc. Mas com o tempo vc cansa. Cansa e começa a notar coisas que não notava antes, nota que se vc não for domingo, ouve durante dias, se fulaninha não for, nada acontece. Vê que algumas pessoas conseguem coisas só por andar com as pessoas certas, vê que o discurso em si é incoerente, algumas coisas podem, outras não, e etc. E aí vc prefere sair a ficar e resmungar. E qd vc sai vc vê mais coisas! Lembro q um dia numa célula de batismo acompanhando uma menina ouvi um pastor dizer que na igreja vc tem amigos de verdade e q fora dela não, fora dela as pessoas só ficam perto de vc por interesse, pra te levar pro buraco e coisas do tipo. Como sempre tive amigos fora da igreja fiz aquela cara de: -oiq? E aí vc sai e vê que seus amigos, aqueles pra quem vc pode ligar quando precisa, quando está feliz, quando está triste, e etc são os de fora da igreja, que os que te procuram são os de fora da igreja pq quem está dentro da igreja não quer muita proximidade com quem sai e etc e ai vc se toca. Não vou generalizar pq acho que cada amizade é uma, infelizmente não fiz amizades substanciais dentro da igreja (uma exceção), daí não podia esperar nada aqui fora, mas admito q esperei um pouco mais de ‘importar-se’ mas nego era importante demais pra perder tempo comigo.
Enfim, saí. Saí e fui voltando “The State I am in” pouco a pouco. PQ depois q saí q fui me dar conta de quanto tempo passei tentando ser outra pessoa e como aquilo era ruim, aí fui voltando ao normal. Sem negar o tempo q passei lá, sei q aprendi mta coisa, muita coisa valiosa, q faz de mim qm eu sou, só tô dizendo mesmo q fui aprendendo como era bom ser eu, como eu não devia buscar um ideal inatingível e que me distânciava de mim. Daí com o tempo, bebi, dancei, beijei, vomitei, e etc. Vivo como uma pessoa que não se limita pelos podes e não podes da igreja, oq é óbvio visto que não sou mais da igreja.
Até que, estava eu linda no meu #fb falando sobre música. Carnaval, eu em Brasília, comecei a pensar em como o governo poderia fazer do Carnaval daqui uma opção pro Brasil e não apenas uma saída praqueles que não sonseguiram fugir, e recebo o seguinte comment de uma pivete (minha sobrinha ¬¬): vai se converter. E eu: -oiq? Mermão, tava falando de música, nem era nada demais. Oq se seguiu foi um bate-boca, ela querendo ME evangelizar e eu querendo que ela visse a importância de estudar a norma culta do português (nunca vi tantos erros absurdos em tão pouco tempo). Atemo-nos ao foco: uma pirralha que não sabe nada da minha vida e menos ainda da minha vida na igreja querendo me converter com meia dúzia de clichês que eu sei de cor. Bitch, please. Srly. Gente, fiquei puta. Sei que é ridiíiiiculo discutir no #fb e tals, mas a raiva era tanta que foi. E não sei oq era pior: os argumentos ridículos e clichês, a presunção dela de querer saber oq é melhor pra mim, os erros de concordância, enfim. Eis que descubro que ela se sentiu autorizada por causa de um mal entendido do carnaval em q nego achou que eu tava morta por aí e eu tava linda acompanhada e bem tratada. E o cúmulo é que nego se acha a super crente e desconhece um princípio básico e fundamental da igreja: respeito a autoridades. Se tem uma coisa que a igreja prega, e sabiamente (cada um defende seus interesses como pode), é a questão de autoridade. E cara, a guria não era só mais nova como era minha sobrinha. Não podia falar comigo como falou. Eu não falo com minhas tias assim, nunca falei, acho ridículo, aprendi em casa como tratar os mais velhos, e ratifiquei na igreja. Mas pelo visto a super crente deve estar indo na igreja errada.
E é óbvio q a igreja defende autoridade por auto-proteção, pq né? Se qlqr um se achar no direito de questionar, aquilo vira zona. Mas é um princípio básico da vida, ngm entra em posição de autoridade atoa, e os mais velhos estão aí para serem respeitados, e se tem uma coisa q me preocupa é gente q não respeita isso. Pq são essas pessoas que vão desrespeitar os idosos ao ponto de achar pertinente abrir mão deles, e olha, não sou adoradora de velhinhos, mas sei bem que eles merecem respeito. Mas super crente não deve pensar assim, certa deve ser ela…

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