Talking way too much

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y antes de resbalar a tu lado sé que acaban de sacarte del agua, demasiado tarde, naturalmente, y que yaces sobre las piedras del muelle rodeada de zapatos y de voces, desnuda boca arriba con tu pelo empapado y tus ojos abiertos.

Eu quis ser sua amiga. Eu te vi chegar, achei interessante, me disseram que vc fazia artes e era gay, quis ser sua amiga. Via os livros que você lia na sua mesa, interessantíssimos, puxei papo, fui simpática e prestativa quando pude, tudo porque queria ser sua amiga. Nos aproximamos, cheguei a pensar q vc realmente era meu amigo, pq vc dizia isso, ai começaram as decepções. Muitos, inúmeros, me disseram que se vc furava tanto comigo, era porque não era meu amigo de verdade, e eu tentei relevar, tentei acreditar que era seu jeito, te dar o benefício da dúvida, uma, duas, três infinitas vezes. Mas chega uma hora que cansa. Eu cansei. Cansei pq não acredito em amizade unilateral, amizade que sobreviva sem saídas, sem conversas, sem sms, sem preocupação, sem e-mails, sem tempo dedicado. Não acredito em amizade na qual um jogue coisas na cara do outro, em que a pessoa me entenda tão pouco. Sei que sou a miss overreacting, aquela que surta por muito pouco, que demonstra insatisfação, que bate a porta e sai de forma teatral, e sei que esse não é exatamente o ponto mais interessante da minha personalidade, mas sabe, sou isso aí, e só reajo de forma exagerada diante de uma frustração muito grande, diante de muito desagrado. É difícil vc ouvir de alguém que gosta MUITO que essa pessoa está te fazendo um favor quando ela está unicamente cumprindo uma obrigação. Não é favor se vc é obrigado a, se eu tenho o direito a. Favor é aquilo que amigos fazem e não jogam na cara, agora se nego joga na minha cara na primeira oportunidade é pq fez de má vontade, quem faz de boa vontade esquece. Como eu esqueci as milhares de vezes que te ajudei, como nunca usei nenhuma delas pra te obrigar a fazer algo por mim. Fiz por gostar, cada texto revisado, cada opinião, cada pequeno favor quando eu estava na sua posição, foi tudo gratuito, reflexo do tanto que eu gostava de vc e te considerava. Mas cansei, gostar só cansa. Só acho q vc podia ter me poupado, podia desde o começo ter deixado claro q não me queria como amiga, que não era meu amigo. Teria evitado desgastes, frustrações, sofrimentos.
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It’s hard and hurts, but sometimes letting go is the only posible answer.
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“Me das risa, pobre. Tus determinaciones trágicas, esa manera de andar golpeando las puertas como una actriz de tournées de provincia, uno se pregunta si realmente crees en tus amenazas, tus chantajes repugnantes, tus inagotables escenas patéticas untadas de lágrimas y adjetivos y recuentos. Merecerías a alguien más dotado que yo para que te diera la réplica, entonces se vería alzarse a la pareja perfecta, con el hedor exquisito del hombre y la mujer que se destrozan mirándose en los ojos para asegurarse el aplazamiento más precario, para sobrevivir todavía y volver a empezar y perseguir inagotablemente su verdad de terreno baldío y fondo de cacerola. Pero ya ves, escojo el silencio, enciendo un cigarrillo y te escucho hablar, te escucho quejarte (con razón, pero qué puedo hacerle), o lo que es todavía mejor me voy quedando dormido, arrullado casi por tus imprecaciones previsibles,” El río em: Final de juego –
Júlio Cortázar

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