The club can’t even handle me right now, and neither do you.

Standard

Gosto de me apegar ao fato de que tudo tem um lado bom, isso porque é verdade, sabe? Bom, na maioria dos casos acaba que mesmo quando eu não consigo algo que quero muito, vejo que teve um lado bom. A única vez que não consegui ver o lado bom de algo foi quando perdi a prova do mestrado. Pode até ser que tenha tido um lado bom, mas ainda não descobri. Esses dias descobri que pode ter algo de bom em ser mal interpretada, algo a ver com você finalmente ver claro e cristalino certas coisas serem ‘ditas’, mesmo que essa nem tenha sido sua intenção atual.

Há algum tempo já me dei conta de que sou uma pessoa difícil. Difícil de lidar, de conviver, de amar. Tanto que digo seguramente que poucas pessoas me amam de verdade, e isso pq sou muito, muito peculiar. Em que sentido, sua linda? Bom, em todos. Sou o tipo de pessoa que quando vai almoçar no shopping fica em dúvida entre Sushi e Salada, enquanto vejo os outros em filas quilométricas do Mc Donalds, Giraffas ou Subway. Não que eu não goste de fast food, magina, tem alguém que não ame o CBO? Amo, mas sou mais que isso. Pessoas normais amam o Mc Flury, eu, bom, prefiro um yogoberry cheio de frutinhas e ursinhos gummy, ou um sorvete de brigadeiro com sorvete de pistache, misturinha mais maravilhosa do mundo! E se for mais a fundo, mostro o quão complexa a estranha eu sou. Sou mei obcecada por cada coisa que me torna particular. Mas se fosse só isso, bom, ai tava fácil, mas sou difícil de lidar tb.

Sou passional, muito. Amo com uma intensidade assustadora, com a mesma que odeio, e com a mesma que ignoro solenemente, mesmo com neon piscando na minha frente. E isso assusta as pessoas. Poucos sabem lidar com isso. Interneticamente falando, acho que só o Lois. Deus, como fui passional (e ainda sou) com ele, como exigi atenção, como cobrei, e como me dei, e ele lidou com isso com maestria. Eu esqueço que ele era único e acabo fazendo isso com outras pessoas. Que fogem correndo assustadas, gritando com os braços levantados. E eu até tento explicar, mas não adianta, as pessoas tendem a acreditar no que querem. Mas eu sempre tento exigir da pessoa aquilo que ela pode dar, o mínimo possível em alguns casos. Muito eu exijo da minha mãe, alguns ainda exijo um meio termo, mas são poucos, e são aqueles bem mais próximos.

E não é que nunca tenha pensado em mudar, em ser mais fácil de lidar, em me controlar, mas sabe, é que nem a Marina diz na música I’m not a robot: better be hated, than be loved for what you’re not. E sério, prefiro ser odiada que ser amada pelo que não sou. Não sou a menina fofa, a meiguinha, a paciente, a boa. Até sou compreensiva pra caramba, mas sou difícil gente, sou trabalhosa, sou má, sarcástica, rio quando não pode e faço graça de muita gente, nem todo mundo quer isso para si, bem mais fácil lidar com gente boazinha. Quem quiser trabalho e complexidade, sejoga.

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s