Motivos para amar:

Standard

Amo muitas coisas, e amo com uma intensidade doentia, mas tem sempre um motivo, uma identificação. E é nessa leva que entra Santiago Nazarian eu poderia fazer um post sério visto que ele é mei que o tema da minha monografia e do meu projeto de mestrado, mas não sou dada a posts sérios, logo vamos a minha futilidade usual. Tava lendo uma entrevista no blog, e cara, como rola identificação. Tem essas partes que eu gostei mais:

“- Quais são os mandamentos para a manutenção de sua originalidade? Há
um vampirismo (assumido) em relação ao que você consome do caldo pop?
Você se alimenta de que?

Esse vampirismo é o mesmo que qualquer artista tem; qualquer artista se alimenta de influências externas, do caldo pop ou da alta cultura, processando da sua maneira. Talvez a minha busca pela originalidade se fundamente mais pela busca de um repertório diferenciado. Eu sou aquele cara meio babaca que acha que se todo mundo gosta de um livro, de uma banda, de um filme, ele não pode ser bom. Eu busco referências diferenciadas conscientemente. Jamais teria Beatles como minha banda favorita, sabe? Jamais teria Machado de Assis… Acho que isso já dá uma diferenciação, mas é claro que dá trabalho. É difícil encontrar obras com densidade que já não façam parte do panteão.”

Como me identifico com isso, com essa busca pelo original, e com o admitir dessa característica. Gente, não é atoa que sou tão fã de Belle and Sebastian e que goste tanto de umas coisas que ninguém nunca ouviu falar, é parte de quem eu sou. É tão mais legal (e sei que pode parecer discurso de hipster babaca) gostar de uma coisa e ver que ninguém ainda conhece, que é só seu…

“- Já foi dito que “ódio e rancor” transparecem nos teus escritos.
Você concorda?

Sim. E não consigo identificar exatamente as raízes disso. Sou uma pessoa rancorosa… Haha. É feio dizer isso, mas é verdade. Eu guardo mágoa, corto amizades, se alguém pisa na bola comigo, é muito difícil desculpar. E na literatura, não escrevo sobre o amor. O amor não é algo que me interessa literariamente. Eu trabalho no lado negro da força, não é? Mas vejo isso de forma positiva, acho que isso é necessário. Acho que é importante que se trabalhe esses sentimentos negativos não sociedade. Expor perversões, fraquezas, uma forma de expurgá-las, revelá-las. A hipocrisia me incomoda deveras. Detesto gente que é só amor, felicidade, e não tem sentimentos mesquinhos. Acho isso falso.”

Mais uma parte pra destacar e assinar embaixo. Esse miguxismo de amar demais de ser sempre bom é falso, ninguém é assim, gosto mesmo é de uma coisa errada, meio deturpada, dessa coisa doentia, do lado negro na força, esse sim é um lado divertido. Essa coisa de céu com anjinhos gorduchos e bonzinhos é a coisa mais boring do mundo. E admitir a imperfeição é a maior qualidade do ser humano, só gente babaca que fica por ai fingindo ser quem não é, se encaixar num padrão sem graça.
Bom, e além de isso tudo, escreve bem pra caráleo e é lindo. Sério, tem como não amar o Santiago??

Santiago lindo Nazarian

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s