Neiva, ou a recepcionista do hospital.

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Garotas de loja de departamento rocks!

Eu me identifico, sei lá, não é nada pensado, em algum momento to ali vivendo, lendo um texto, vendo um filme, quando do nada vejo que a história daquela coadjuvante sem graça é a minha história e deprimo. Bom, comecemos pelo título.
Neiva é menos que uma coadjuvante, é mais uma citação, faz parte dessa crônica aqui do Antonio Prata lindo meu amor, e eu fiquei mais assim porque mermãaaao, aconteceu igual comigo. To eu lá existindo, o cara se aproxima, fico com o cara e oq? Sou só a Neiva dele, nada, nada relevante, só alguém em uma tarde qualquer.
Ai tem a recepcionista do hospital. Estava lá eu vendo “Do amor e outras drogas”, só pra passar o tempo já que tenho preguicinha desse tipo de filme e quando menos espero surge a história da recepcionista, ela é só aquela que o cara come por diversão/tédio/proveito, não é amor, não é paixão, é aquele tipo de envolvimento que todo mundo tem na vida, um meio termo eterno. E me vi denovo, só uma aleatória na vida de alguém, nem o grande amor nem sexo pago, só uma aleatória. O que salva é que por mais triste que o quadro possa parecer, eu acabo pensando que coadjuvantes tem sua graça, os melhores filmes, aliás, não são aqueles sobre as garotas que tem Parkinson antes dos 30, e sim das sem-graça que trabalham em lojas de departamento. E um dia quem sabe, vou deixar de ser a meio-termo de alguém e vou virar a the one de outro. Mas isso só pra dar um final felizinho pra esse #postdadepressão

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