Eleições 2010, ou de como ser, ou não, babaca.

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Daí que estamos em mais um ano eleitoral, e como o voto é obrigatório e eu tenho mais de 16 anos (oh céus!) sou obrigada a votar. Vou nem reclamar da obrigatoriedade do voto, pq né? Isso é tema pra uma postagem inteira, vim falar de outras coisas. Eu tenho uma facilidade incrível pra escolher os grandes, tanto que antes mesmo dos partidos declararem oficialmente seus representantes eu já tinha uma ideia de em quem votar. Assim, já tenho candidatos à presidência, ao governo, ao senado, uma ideia de federal, e nenhuma de distrital. Sei lá, acho que como é mais difícil fiscalizar e ver, praticamente, o trabalho dos deputados, acho mais difícil escolher, ainda mais que no meu caso não vale a máxima de repetir toda eleição os mesmos candidatos pq sou meio contra essa coisa de política como profissão… Mas uma hora ou outra defino meus candidatos, o que não agüento mesmo é essa coisa de vender voto (apertei a ferida)! Sou contra, bem contra, muito contra. Pode soar como babaquice ou como ingenuidade, mas ainda creio que os políticos são aqueles que a gente escolhe para cuidar do país, estado e cidade no geral, não representantes de grupinhos, panelinhas, tem que ser uma escolha que beneficie a coletividade, não um indivíduo ou um grupo apenas, até pq ao privilegiar um grupo ou indivíduo, necessariamente estamos excluindo os demais, e a política não serve para isso. Mas as pessoas não tem essa mentalidade, essa visão do coletivo, do todo, do Brasil como algo maior que seu quintal, e ficam nessa de vou votar nesse candidato pq ele pode me beneficiar no futuro, pode dar um emprego pra minha prima, um dinheiro pra minha amiga, uma ajuda pros meus avos. Sério gente, acho isso tão FEIO! Pra dizer o mínimo. Sou muito a favor que as pessoas se beneficiem de projetos, de propostas e planos, mas não pq votaram no candidato X e sim pq se enquadram no grupo alvo do projeto. E não adianta vir com essa de necessidade, se formos cada um usar a política com a finalidade de benefício individual ninguém vai conseguir nada efetivamente. É bem mais correto votar, e fazer campanha, para um candidato que tenha projetos relevantes para a coletividade e que um dia você mesmo possa se beneficiar, do que acreditar nas promessas de um candidato que acha pertinente comprar seu voto hoje, e que no futuro vai aproveitar de sua posição no governo pra garantir dinheiro para si e para alguns deixando de empregar em coisas maiores. Pode ser babaca, pode ser ingênuo, pode até soar idiota, mas não me vendo, acho feio e condeno liiinda quem faz isso. É até difícil de acreditar que alguém com um mínimo de estudo ache isso uma opção, e me entristece que pessoas jovens, inteligentes e cheias de vida e oportunidade de crescer na vida e com filhos (essa foi uma direta) ajam dessa maneira. Tenho vergonha de quem vende voto. E faço campanha contrária para qualquer candidato que prometa facilidades praqueles que conseguirem ‘nomes’ ‘possíveis eleitores’, não que eu fazendo campanha contrária seja grande coisa, mas faço, por mim, pela minha consciência, pra no futuro quando eu passar lições de cidadania aos meus filhos eu não sinta vergonha de mim por estar mentindo. Pense nisso!

Ratificando que esse texto foi escrito no ápice da TPM e da paunocuzisse, mas ó, s2 s2!

    

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